1 de jun de 2009

Felicidade Realista - por Martha Medeiros


A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre; queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema; queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco-estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor.....não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. isso é pensar pequeno; queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e nãode outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante pode ou não ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção, quem tem precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufru-i-lo, não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se demasiadamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a.
Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.

Sonhos - por Dário Monteiro



Quando eu era um menino, de bermuda, chinelos; quando eu era um menino, um espaço, uma vida; quando eu era o eu sou, eu vou, voltei.
Quando eu vou não tem volta, quando eu volto, nunca o mesmo.
Se você pudesse me entender.....
Claro! só nós não vimos, estamos presos, vamos nos soltar, pule, voe, voe mais alto, o mundo passa por dentro de nós, grite!
Eu não era, eu sou, você também pode ser e será, somos livres, partículas do corpo vivo de Deus, somos gametas, cometas, estrelas, constelação, sonhos.
Somos o sonho que nunca termina, pois sonhos não morrem; se concretizam ou se frustram, mas nunca morrem.
Lute, levante, cresça, permaneça.
Se eu era é por que não sou mais; se cresci, venvi etapas; se não morri, não terminei a missão; se não terminei a missão, continuarei lutando, pois o sonho não acabou.